entre o colo e o mundo

Cresce rápido demais para exigir autonomia, para dormir sozinho no berço a noite toda, para negar o conforto do colo. Num instante, quase sem perceber, já prefere olhar o mundo enquanto mama.

Na solidão da madrugada o tempo passa num rítmo diferente do relógio e do calendário. É um paradoxo da eternidade que dura uma noite e a eternidade que duram os encontros daquela dupla e propõem que dalí podem surgir novas formas de se relacionar entre si e com o mundo. Dessa dança ambivalente frutifica intimidade de forma ordinariamente incrível.

Crescer junto a uma criança revela algo de si que talvez nunca tenha sido olhado de perto, e o vínculo se constrói onde não há controle do ritmo nem do destino.

Entre o colo e o mundo um filho aproveita e dispensa a presença na mesma medida.

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